TOP Covers

                Não é como se eu ainda tivesse leitores, porém há algum tempo tenho imaginado um post enumerando meus covers musicais preferidos, e não são poucos. Acho, entretanto, pertinente, que seja um post sem fim, no qual poderei adicionar sempre novas descobertas, e que fique em destaque para que eu mesma possa relembrar de alguns, caso algum dia esqueça. 
                Com bastante ecletismo e sem nenhuma ordem em particular, segue minha lista:



Crazy In Love - Beyoncé, cover de Anthony and the Johnsons

Lembro-me bem de quando conheci Antony and the Johnsons. Foi como levar um soco no estômago. Essa música, em especial ganhou, com os arranjos cuidadosos e a voz profunda de Antony Hegarty, um novo significado. Quem diria?
Na época meu irmão ainda era fã de música pop, incluindo Beyoncé, e foi com muito entusiasmo que mostrei a ele este cover. Recebi, em resposta, uma careta, e seguinte afirmação: "credo, parece que ele está morrendo!".
Acho que isso explica muita coisa.



Poison - Alice Cooper, cover de Tarja Turunen

Foi com muito criticismo que o público (e os fãs de AC) recebeu este cover da rainha do metal. Não é novidade a forma como a Tarja foi subestimada após sair do Nightwish, embora, pra mim, nada do que ela fez antes ou depois se compare ao lirismo e potência vocal demonstrados em My Winter Storm. Foi o ápice de sua carreira, onde pudemos ver a verdadeira Tarja. E Poison é uma boa ilustração da força a que me refiro. Há quem diga que ficou um lixo, mas na minha humilde opinião, superou a versão original, e isso não é pouco, porque Poison é um clássico.
Na época, foi ainda, uma espécie de exorcismo compulsório para mim, pois a descobri no momento que queria apenas odiar e destruir a pessoa a quem mais amava. Nos arranjos brilhantemente escolhidos para a releitura desse clássico, eu mergulhava na escuridão dos meus próprios sentimentos (i wanna hurt you just to hear you screaming my name!), e de alguma forma, isso era libertador. 


Hurt - Nine Inch Nails, cover de Johnny Cash

Há muito pouco que falar sobre este cover, que agradou, penso eu, a gregos e troianos. Na verdade, por muitos anos pensei que a versão do NIN fosse um cover de Johnny Cash! Dizer que ficou melhor que a original é o mínimo. Johnny Cash, nesta canção, colocou a alma pra fora, e foi uma coisa linda, embora incrivelmente dolorosa, de se ver.



After All - David Bowie, cover de Tori Amos

Não é segredo pra ninguém que me conhece que eu sou uma das putas declaradas de David Bowie. Foi o primeiro cantor que tietei, o primeiro que pude reconhecer (no sentido de ouvir uma música dele pela primeira vez e dizer "ah, esse é o David Bowie, eu reconheceria essa voz até no inferno!"). Porém, devo dar o reconhecimento a Tori Amos, que também é uma queridinha minha. No álbum "Strange Little Girls" Tori gravou covers de músicas originalmente cantadas por homens (incluindo um belíssimo cover de Alice Cooper também), e foi genial em todas as interpretações. After All, no entanto, se destaca, porque combinou perfeitamente com sua voz, de tal forma que também a reconheço melhor na voz da Tori do que na voz de deus supremo. E sendo fã dos dois, foi muito satisfatório ouvir esta belíssima homenagem. Acredito que ele tenha ficado satisfeito também ao ouvir.




Lanterna dos Afogados - Os Paralamas do Sucesso, cover de Cássia Eller

Já senti que o maior desafio que terei com esta lista será definir quantos covers de Cássia Eller eu posso colocar sem fazer com que se torne uma lista dos melhores covers da Cássia Eller, porque, convenhamos, todas as músicas que essa mulher decidiu regravar, ela mandou bem. São tantas que eu poderia destacar, e acredito que muitas delas eu destacarei mesmo, mais pra frente, e com cuidado.
Porém Lanterna dos Afogados, a princípio, entra no hall das minhas preferidas ever. Devo confessar que não sou a maior fã dos Paralamas. Quero dizer, eu gosto deles, ao menos baseada nas que ouvi, que não foram muitas. As letras são sempre boas, porém, acho que os ritmos escolhidos não vão ao encontro. Tenho muito disso, sentir uma falta de conexão entre o que está sendo dito e o que está sendo tocado, e é por isso que gosto de tantas covers de músicas que originalmente não significavam tanto para mim. Neste cover a Cássia encontrou o tom certo para o que estava sendo transmitido com a letra. O que não é novidade!



Love Buzz - Shocking Blue, cover de Nirvana

Esse é simplesmente inacreditável. Acredito que a maioria dos fãs de Nirvana nem ao menos saiba que Love Buzz é um cover, e particularmente eu fiquei chocada ao saber, uns anos atrás. Imagino como deve ter sido pra quem pegou o Bleach na época de lançamento e ouviu essa preciosidade pela primeira vez... Se eu tivesse começado a ouvir Nirvana pelo Bleach, teria me tornado fã muito antes, e Love Buzz com certeza teria sido um dos motivos. Nessa música em particular o vocal do Kurt é tão divinamente bom! Comparada a original, nem parece a mesma música, porque o Nirvana modificou completamente o tom. A original é muito peculiar e viciante, entendo o que fez o Kurt querer torná-la uma coisa sua... e conseguiu, pois ninguém pensa em Shocking Blue ao ouvir a versão do Nirvana. Mas também acho que é completamente possível esquecer o cover ao ouvir a versão original. Resumindo, são dois lados da mesma moeda, e os dois lados são perfeitos, apenas completamente diferentes.



Baby - Justin Bieber, cover de Eliza Doolittle

Já essa pode surpreender negativamente qualquer pessoa que me conheça. Não, eu não curto Justin Bieber (e mesmo ele sendo um artista pop/adolescente, não teria problemas em curtir, se ele fosse bom), porém a voz doce da Eliza Doolittle meio que me pegou pelas bolas uns anos atrás, quando a conheci através de outro cover! Ela é tão fofa, meiga, suave, que a música ficou completamente aceitável na voz e estilo dela. 



Ticket to Ride - The Beatles, cover de The Carpenters

Assim como é o caso da Cássia Eller, eu poderia me perder entre todas as versões bem-sucedidas dos Carpenters. A voz de fada da Karen Carpenter sempre me encanta, e Ticket to Ride acaba me levando às lágrimas. Uma vez postei este cover em um grupo de músicas depressivas, e me disseram "The Beatles, depressivo?". Acontece que a versão tem um tom e personificação muito diferentes da original, e não tem nada mais triste do que a voz chorosa da Karen cantando "he said that living with me was bringing him down, yeah... he was never be free when I was around"... ao contrário da versão dos Beatles, agitadinha e um pouco mais conformada com a situação, a versão dos Carpenters traz na voz da Karen a agonia e profunda mágoa de estar sendo deixada para trás, o que com certeza eu entendo.






Mad World - Tears For Fears, cover de Michael Andrews and Gary Jules 

Tears for Fears é uma banda que geralmente toca meu coração, mas sempre achei que a versão deles de Mad World fosse um cover mal-sucedido... talvez por não ter ouvido a versão original primeiro, ou porque é realmente muito agitadinha pro meu gosto, sempre a achei fraca. Eles que me perdoem mas a versão que toca em Donnie Darko é muito mais profunda (novamente aquela coisa, há coerência entre o que a letra fala e o que os instrumentos comunicam).





Mad World - Tears For Fears, cover de Alex Parks

... Mas a primeira versão dessa pérola que ouvi foi mesmo na voz adorável de Alex Parks (que por sinal cometeu o ato terrível de parar de fazer música!). Muito tempo atrás, em meio às depressões da vida, me indicaram essa música, que penetrou fundo na minha alma. Se a versão do Gary Jules é melhor que a original, a da Alex consegue ser melhor do que as duas juntas.





Titanium - David Guetta feat Sia, cover de Tulisa

Por mais que eu ache a Tulisa uma pessoa detestável e uma cantora meia-boca, devo reconhecer o esforço (bem visível nas veias de sua testa e a vermelhidão no rosto... na real, ela quase morreu sem fôlego) ao fazer o cover desta música. Também se destacam os arranjos e as adoráveis backing vocals, que combinaram muito com a intensidade que a música transmite.




Wild Horses - The Rolling Stones, cover de The Sundays

Uma das maiores influências de Buffy no meu gosto musical... The Sundays traz à tona um cover super sweet deste clássico.




Rolling in the Deep - Adele, cover de Linkin Park

Quem ouve os dois primeiros álbuns gritados de Linkin Park jamais acharia que um dia ele faria um cover de uma cantora como a Adele. Fiquei bastante surpresa com a influência musical, e bem bestificada com o ótimo trabalho que eles fizeram. O Chester praticamente despeja a alma na interpretação dessa música. De Adele eu fiquei meio enjoada depois de ouvir intensamente por mais de um ano, mas do Chester eu jamais enjoo.




Eye in the Sky - The Alan Parsons Project, cover de Jonatha Brooke

Tão bela quanto a versão original, embora um pouco mais doce.




The Power of Love - Frankie Goes To Hollywood, cover de James Arthur

Lembro como fiquei fora de mim ao ouvir essa música na voz do James, no X-Factor  UK de 2012. Não conhecia a música original, portanto acho difícil julgá-la de forma justa, pois o James Arthur simplesmente dominou a música. A melhor apresentação tanto dele, quanto de toda a temporada, ainda me deixa arrepiada só de lembrar. É uma pena que ele não tenha feito nada assim na carreira pós-xfactor, ainda estou no aguardo de ouvir todo o potencial que ficou registrado nesse cover... um vocal completamente profundo, angustiado e emocional. Ficou o gostinho de "quero mais".




Dear God - XTC, cover de Sarah McLachlan

Eu sei que tem todo o impacto do XTC usar o vocal infantil para exigir respostas de Deus, mas...


If I Fell - The Beatles, cover de Evan Rachel Wood

Acho que dispensa apresentações, não? Simplesmente heartbreaking. Me pergunto porque a Wood não investiu na carreira musical também.




Happiness Is a Warm Gunn - The Beatles, cover de Joe Anderson

A versão original é impecável, mas não intocável. Joe Anderson conseguiu deixar a canção ainda mais sexy do que já era. Luto contra um eargasm todas as vezes que ouço.




Thunder Road - Bruce Springsteen, cover de Renato Russo


Renato Russo é Renato Russo, e sempre terá um lugarzinho especial no meu coração. Cover divertido, dinâmico... e acima de tudo com um bom uso do vocal desse lindo!




Weak - Skunk Anansie, cover de K's Choice

Um cover digno da genialidade de Skin. Sarah Bettens, senhoras e senhores...





Papa Don't Preach - Madonna, cover de Kelly Osbourne

Os fãs de pop music que me perdoem, mas não gosto de Madonna. E sei que MUITA gente não gosta da Kelly, mas não é que a personalidade mimada dela caiu como uma luva neste cover? Adorei.





Rainy Days and Mondays - The Carpenters, cover de Emmy Rossum

Coincidência legal, na mesma época que conheci Carpenters conheci Emmy Rossum...




Running Up That Hill - Kate Bush, cover de Placebo

Dark, haunting, Placebo. Me falta o que dizer, porque ela é boa demais para palavras. Simplesmente genial de um jeito que nem a original foi.




I Wanna Be Your Dog - The Stooges, cover de Émilie Simon

Apesar do excelente trabalho na música original, e nos covers da Joan Jett e David Bowie, é o estilo bonequinha de luxo da Émilie que conquistou meu coração!




Tainted Love - Gloria Jones, cover de Soft Cell

Claro que o cover mais reconhecido dessa música é do Marilyn Manson, porém ainda não conheci banda mais sexy do que Soft Cell.




Father and Son - Cat Stevens, cover de Leigh Nash

Uma contribuição de Everwood pro meu gosto musical.



Operator (That's Not the Way It Feels) -  Jim Croce, cover de Toby Lightman

Um cover de muito bom gosto para uma música de muito bom gosto





Summer Breeze - Seals and Crofts, cover de Type O Negative

Conheci essa música (ou melhor, a reconheci) em primeiro lugar pela voz do Jason Mraz, e recentemente fui reassistir o filme "I Know What You Did Last Summer", e quando ela tocou ao som ultra pesado do Type O Negative eu pensei: "nossa, eu conheço essa música... de onde mesmo?", e quase surtei quando percebi de onde. Na voz do Jason ela é uma dessas músicas legais pra tocar num bar aberto no Hawaii, e a versão do TON é perfeita para tocar ao atirar em uma multidão com uma metralhadora em câmera lenta. Ou seja, adorei.




Happy Together - The Turtles, cover de Filter

No mesmo pique de Summer Breeze, eu fui pega de surpresa com a versão inicialmente arrastada, lenta e haunting, que vai crescendo e se torna um grito angustiado da banda Filter, ao término do filme de terror Stepfather. Confesso que a música foi um pouco mais assustadora do que o filme. Quero dizer, eu conheci essa música no filme de comédia romântica Imagine Me & You, e esse cover dá a impressão de que a música diz "Ou você fica comigo ou eu te mato e me mato em seguida", o que foi simplesmente fantástico, e bem mais condizente com a minha realidade.




Sweet Dreams - Eurythmics, cover de Marilyn Manson

Acho que todos podemos concordar que o MM FEZ essa música se tornar apenas dele, não?





Cálice - Chico Buarque e Gilberto Gil, cover de Pitty

Muita gente poderia me vaiar. E não digo que seja melhor do que a original, até porque há toda uma coragem e contexto em compor uma música dessas em meio à ditadura militar, mas devo confessar que gostei muito da versão rock gritado da Pitty.




O Mundo é um Moinho - Cartola, cover de Cazuza




Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero) - O Rappa, cover de Maria Rita

A interpretação que me fez deixar de ter antipatia por Maria Rita



Me Chama - Lobão, cover de Babí Hainni

Por mais que o Lobão tenha conseguido o desprezo de qualquer pessoa com ao menos meio cérebro, aprendi a gostar dele como cantor muito tempo atrás, e esse cover ficou simplesmente lindo.




Apenas Mais uma de Amor - Lulu Santos, cover de Myllena




Mulher Sem Razão - Cazuza & Bebel Gilberto, cover de Adriana Calcanhotto

Acho que essa fez mais sucesso que a original.




Ela Só Pensa em Beijar (Se Ela Dança, Eu Danço) - MC Leozinho, cover de Celso Fonseca

É. Funk. Acho que esse cover foi apenas uma desculpa para os mais "cults" ouvirem sem culpa (e me incluo nessa...). Mas que ficou legal, ficou!




Phantom of the Opera - Andrew Lloyd Webber, cover de Nightwish


The Closer I Get To You - Roberta Flack & Donny Hathaway, cover de Luther Vandross & Beyoncé Knowles

Ouvi tanto essa música na adolescência com meu então melhor amigo, que me deixa pasma que o CD não tenha furado. Um lindo cover de uma linda música!


Um comentário:

Rachel Wykowski disse...

Nem me fale... Eu cheguei a ouvir sweet dreams original, e na época, pensei: "Quem fez esse cover horrível do Marilyn Manson"? Realmente, nesse ponto eu concordo, quando se fala em Sweet Dreams não tem como não pensar em Marilyn Manson.