sexta-feira, 5 de novembro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Descuido

Inclinada e pensativa sobre a proa eu fiquei;
Perdi minha palavra entre as águas do oceano!...
Quando dei por falta, chorando aos prantos,
Pulei no azul profundo, o desespero foi tanto...

Perdi todas as forças nadando contra a corrente
E para meu desgosto, a palavra, no fluxo das águas,
Descrente e pesarosa, abandonada e nostálgica
Estava morta e fora comida por peixes.

Olhei para o Céu, praguejando heresias
E minhas lágrimas se juntaram às águas frias.
E mesmo ali, banhada e gélida
Pude sentir que estava seca,
Insensível diante da poesia...

O navio há muito partira,
Minha alma também se foi;
E eu fiquei ali, inconformada e vazia.

Meu espírito, inquieto e triste não pôde se elevar.
Perder a palavra; maior descuido não há!...


Dezessete de julho de 2010.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cassandra

Como última jura falar-te-ei do meu amor
Que é tanto e por ser tanto até parece blasfêmia.
Como herança para o mundo, deixo a lembrança
De uma moça, que um dia, nua na beira dum lago, avistei
Com o coração em tamborim e lágrimas sinceras nos olhos.
Como despedida deste inferno de amar sem ser correspondido
Eu demarco nesta pedra o nome de doçura:
Cassandra. Eu talho seu nome no infinito
E me desfaço de amarga vida
Nunca nunca sendo ouvido.
Cassandra. Filha da Natureza,
Deusa da Beleza!
Com meu sangue te glorifico!

Dois de setembro de 2010.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Broxei..

Minha vida é um inferno. Não consigo ler, não consigo escrever, não consigo ver um filme inteiro, nada me anima, nada me satisfaz e só a morte parece fazer algum sentido.
Eu quero morrer uma morte bem cruel.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Nem todas as flores têm a mesma sorte...

Umas enfeitam a vida e outras enfeitam a morte...

É assim que eu tenho me sentido grande parte da minha vida, como se estivesse enfeitando a morte. Mas eu cansei dessa função. Da próxima vez que eu enfeitar a morte, será a última.

domingo, 5 de setembro de 2010

Eu não sei como consegui não matar você

Você. Cíntia Cristina de Oliveira Lira. Eu não sei como consigo não te matar.
Se todo mundo gosta tanto de mim, por que eu não sinto esse carinho? Por que é tão difícil o simples fato de existir?
Eu quero deixar de existir. Eu quero morrer. De forma breve... Mas dolorida. Eu quero dor.

sábado, 4 de setembro de 2010

Ode para Giulia

Admiro a estrela que existe em teu olhar
Pois esta nem a morte tem coragem de apagar.
Em meio à escuridão sou iluminada por teus olhos
E de seu corpo emana tanto calor
Que o frio não me acolhe.
São teias de seda teus cabelos,
E teus lábios, ouso imaginar que são doces
Como mel jamais fabricado pelas abelhas.
Tudo em você é perfeito,
Tudo em você é harmonia
Deusa de todas as Deusas!
Ai de mim! Passar a eternidade
Em tua graciosa presença
Minha amada, ser de onisciência!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Doçura

.

Eu apanho da vida. Mas eu gosto de apanhar.
Um portal que se abriu
Canalizando a raiva em singela doçura.
Cada mordida, cada tapa no rosto,
Cada arranhão, chicotadas...
Tudo tão doce!
Até o gozo se tornou mais suave.

Amar é esplendido.

O sarcasmo diante da vida é crucial.

sábado, 5 de junho de 2010

Lose control

FODA-SE! EU QUERO QUE A SOCIEDADE SE FODA!
Ah, se eu falasse tudo o que penso, como seria maravilhoso! Como eu evitaria toda essa dor, todo esse ódio reprimido por pelo menos 5 anos!
Como eu estaria sozinha, sozinha, sozinha e FELIZ! Sem esse peso maldito do mundo sobre meus ombros! Sem essas pessoas medíocres, sem esses seres passivos, ordinários, mesquinhos, otários, trouxas!
E eu, por que sou tão trouxa? Eu pago pra ser trouxa! EU sou a maior otária da face da Terra!
Ficando sempre calada, sempre quieta, engolindo os sapos, o meu orgulho, sem um pingo de vergonha na cara, sem um vestígio de fibra nesse corpo obeso!
Ah, mas eu não relei ainda nem um dedo em você! Em nenhum de vocês! Com essa moral baixa, fico me encolhendo quando deveria mesmo gritar e mandar todos vocês irem comer merda!
Dizer que eu não acredito em você!
Ou que vocês não merecem nem um pingo da minha alegria, quando essa existe, porque sempre lutaram arduamente para que tudo desse errado na minha vida! E agora eu fico quieta enquanto passo fome? Não! Eu cobro na lata o que é meu por direito!
Vão todos, absolutamente todos às favas! Seus filhos da puta sádicos!
Eu não preciso dar satisfação daquilo que faço, porque faço, como faço, se faço, se não faço, porque sou ou deixo de ser! Eu não preciso me justificar pra ninguém, essa porra de cabeça acima do meu pescoço é meu guia! Essa porra defasada, todo esse cinismo me pertence e eu enfio no meu cu se eu quiser e sumo no mundo sem deixar nem bilhete de despedida!
Vão discutir política numa sala de aula e me deixem em paz! E vocês, cristãos de merda, peguem esse deus inútil e soquem no meio do rabo! Papai Noel é mais eficiente, ele ao menos dá uma justificativa quando não aparece! Suas mulas sem vontade própria!
Vão converter o capeta, porra!


FODAM-SE, MORRAM, SUMAM DA MINHA FRENTE, SUMAM DO PLANETA, SE EXPLODAM POR INTEIRO, VOCÊS TODOS, SEIS BILHÕES E MEIO, VALEM MENOS DO QUE UM MICRÓBIO À BEIRA DA MORTE!

I'm a negative creep...

A raiva. Raiva de tudo, de todos, raiva, raiva, raiva! Está me possuindo. E eu deixo.
Não adianta lutar contra essas coisas!